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Ela e a dor

E lá estava ela mais uma vez revirando o corpo pela cama que aparentava ter o dobro do tamanho normal, em mais uma noite de pensamentos avulsos. “Será mesmo que tudo mudou?” Será que agora devo confiar?” “Será?  Será? Será?” As perguntas da volta após um breve rompimento martelava sua cabeça  ininterruptamente e parecia que essas vozes jamais iriam se calar.

Ela ainda perde o sono pensando nas maravilhas e desastres que foi o relacionamento, revivendo as dores que parecem nunca ir embora, uma dor infinita que ataca quando menos espera e a faz desabar em lágrimas e julgamentos. Como calar uma dor que ainda é amor? Ninguém sabe, afinal se todos soubessem não sofreriam tanto nem por longos períodos não é mesmo?

Mas e ela, como fazer calar o amor que não a respeita? Ela ainda está lá, fazendo da cama seu palco, onde o desespero da incerteza é a atração principal da noite, e suas lágrimas coadjuvante daquele espetáculo sem fim. Quem nunca viveu ou vive a incerteza de um amor na dor? Quem poderia socorrer a mente e fazer calar as vozes de alguém que clama por paz e certezas?

Ela ainda não sabe, sabe apenas que mais um dia entra por sua janela e aquele olhos vermelho e inchados ainda não puderam descansar. Ela é assim, uma incerteza ambulante, que vive a vida a espera do amor perfeito e busca naquele sofrimento um restinho de fé na companhia do outro.

Mas e aí será mesmo que vai tudo mudar?

Por: Anady Machado  

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